“Quanta gente que ri, talvez existe, Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!”
Raimundo Correa
Se há algo que não muda através dos tempos é a busca incessante da humanidade por fama, beleza, dinheiro e poder. Tudo isso se traduz em status.
Exibir conquistas materiais e intelectuais tornou-se, dentre as pessoas de todas as classes sociais, a forma mais comum de auto-afirmação. Frases como “Vou fazer tal coisa e Fulaninha vai morrer de inveja”, “De que adianta ter se eu não mostrar para ninguém?” e outras do gênero são proferidas incontáveis vezes.
Por que há essa intensa necessidade de auto-afirmação? Porque as pessoas estão cada vez mais inseguras, diante da alta competitividade vivenciada no mundo atual. As pessoas sempre crêem não serem inteligentes, bonitas e competentes o suficiente para estarem em paz com elas mesmas. Isso ocorre toda vez que se olha para os lados.
Ao se comparar com os outros, o ser humano sempre será tomado por um sentimento altamente prejudicial: ou de inferioridade ou de superioridade. Muitas pessoas entram nesse jogo perigoso, e nem se dão conta de que, em um certo estágio, vivem mais para os outros do que para si, procurando ter só o que “aparece”, e fazendo só o que ficará bem diante da sociedade ou o que fará com que se sintam superiores, ainda que não seja o que se crê estar correto.
Quanta hipocrisia! Se confiarmos em nossa capacidade e investirmos em nós mesmos, parando de olhar para os outros e de esperar que eles nos aceitem ou admirem, a insegurança desaparecerá, bem como a busca por status, que é puro desperdício de energia. Devemos nos lembrar sempre de que, em todos os momentos em que olhamos para a vida das outras pessoas, estamos deixando de viver a nossa.
Fraternalmente,

Mais sobre o poeta Raimundo Correa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_Correia




1 comment
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Dezembro 29, 2007 às 12:18 pm
bigsplash
En el globo existen, -aunque contados con la yema de los dedos-, hombres como Correia, que en medio de la vorágine de sus tiempos, se dieron maña para dejar imperecederos mensajes deontológicos para el alma y el espíritu y de los que hoy adolece el planeta, sumido cada vez más en el materialismo y el consumismo. Gracias por compartirlo y congratulaciones.