Professor é o primeiro homem na escala social – se exerce o seu mister como missionário, como colaborador de Deus no aperfeiçoamento de suas obras; se, porém, falha àquele compromisso, desfigurando ou maculando a obra divina, é um criminoso de lesa-humanidade.
Enquanto os homens persistirem no erro de colocar em primeiro lugar o corpo, nada de que o corpo depende estará acautelado e seguro.
Logo, porém, que o Espírito esteja acima da matéria, a razão acima do estômago e o sentimento acima dos interesses, os problemas da vida humana terão pronta solução. Este critério está de acordo com as seguintes palavras daquele que é a luz do mundo:
“Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça; tudo o mais vos será dado de graça e por acréscimo.”
A obra de educação é obra de redenção. Cristo é nosso redentor porque é nosso Mestre. Vejamos o seguinte ensinamento seu: “Se permanecerdes nas minhas palavras, realmente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livres.”
Fazer livres é redimir, é salvar, em sua legítima expressão.
Com respeito ao assunto, eis como se manifesta o provecto educador Lourenço Filho:
“Mal refeita do cataclismo que foi a grande guerra mundial, a Humanidade se volta para as gerações futuras, na ânsia de um destino melhor, incansavelmente buscado; fatigado de emendar e corrigir, o homem feito volve as vistas para a linfa pura, ou menos contaminada, das fontes.”
Em todos os países, políticos esclarecidos pregam a Educação como condição de equilíbrio social, mais duradoura e perfeita; filósofos e pensadores põem, nela, o ideal da união no porvir de todas as raças, de todas as nações.
Vinícius (Pedro de Camargo)
O Mestre na Educação, editora FEB – Federação Espírita Brasileira.





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