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“Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam? – Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? – Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma.
Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. – Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus.” (S. LUCAS, cap. VI, vv. 32 a 36.)
Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. (…) Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.
A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.
Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os Inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.
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Mais:
**Para baixar O Evangelho Segundo o Espiritismo gratuitamente e sem infringir leis de direitos autorais, por favor clique aqui (site Domínio Público).
**Seção Estudos (publicada às quartas-feiras)
**Seção Perguntas & Respostas.
**As Obras Básicas da Doutrina Espírita– download gratuito .

Nesta data que nos convida à reflexão sobre a relevância da missão da mulher, gostaríamos de sugerir a leitura do artigo “A boa parte: reflexões sobre o universo feminino baseadas na Doutrina Espírita Cristã”, que pode ser acessado clicando aqui.
Paz e luz a todos!
Para complementar a reflexão no dia de hoje, sugerimos a leitura da série “Histórias Espíritas”, publicada durante esta semana no blog Espiritualidade no dia-a-dia. Para conferir, por favor clique aqui.
Bom final de semana para todos! Até segunda, se Deus quiser!
“Quem te injuria e escarnece,
Na frase agressiva, azeda,
Em si sofre a labareda
Que verte do próprio mal.
Toda cólera é doença.
Aquele que se enraivece
Solicita o pão e a prece
Do socorro fraternal. ”
Irene Ferreira de Sousa Pinto*
espaço
espaço
O parente difícil furta-lhe a paz.
O chefe rude não lhe propicia o ambiente tranqüilo necessário ao trabalho.
O colega lhe constrange e aborrece sistematicamente.
Não desista de amá-los.
Através do amor fraternal, perdoamos e compreendemos os outros, a fim de obtermos perdão e compreensão para nós mesmos.
Quem saberá o que há no íntimo deles, de que enfermidades padecem no corpo e na alma, qual a carga que carregam?
Não desista da luta de amor e fé. É uma luta não contra os outros, mas contra o mal que há em nós: contra o anseio pelo revide, pela vingança, contra o orgulho que impede o perdão.
No momento difícil, tenha paciência. Suas mais poderosas armas são o silêncio e a prece.
Nunca desista de ninguém, pois todas as pessoas em nosso caminho lá estão por algum motivo, sinalizando que temos junto a elas tarefas a cumprir.
Paz e luz!
Até breve, se Deus permitir,
Euzébia
* Da obra “Antologia dos Imortais”, psicografada por Chico Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB – Federação Espírita Brasileira.
Por que é importante prestar atenção ao modo como falamos? Há algum problema espiritual em falar palavrões? O que a nossa fala tem a ver com a nossa espiritualidade?
Essas e outras questões serão analisadas durante esta semana no blog Espiritualidade no dia-a-dia. Para conferir, clique aqui.
Tenham todos uma abençoada semana!

Fundamento doutrinário:
Novo Testamento,
- Evangelho de João, capítulo 18, versículo 36;
- Evangelho de Lucas, capítulo 10, versículos 41 e 42.
Reflexão:
Para caminhar em segurança pela trilha do Bem, temos de nos despojar de cada traço de ilusão que construímos para nós. Para fazer isso, devemos refletir profundamente a respeito do porquê de estarmos na Terra.
Estamos aqui em busca de riqueza? De fama? De beleza? Estamos aqui para sermos felizes?
“A felicidade não é deste mundo”. Esta é a verdade que nos liberta.
Estamos aqui para viver as conseqüências boas ou ruins de nossos atos anteriores, praticados nesta vida ou em outra. É essa a razão pela qual ninguém nesta Terra irá experimentar uma vida completamente livre de problemas. A felicidade não é a meta que devemos perseguir; quem quer que passe a vida toda buscando a felicidade se frustrará, pois neste mundo ela vem e vai, é absolutamente instável.
Uma vez aceitando e compreendendo esta verdade, torna-se mais fácil lidar com aquilo que desejamos e sabemos que não podemos ter (a menos que esteja nos planos de Deus para nós). Às vezes queremos algo com tanta intensidade que parece que, se não o obtivermos, não conseguiremos mais viver – e então escancaramos as portas das nossas mentes para o desequilíbrio. Algumas pessoas criam até uma vida imaginária em que tudo é possível, e perdem um tempo precioso alimentando essa ilusão, um tempo que poderia ser gasto realizando conquistas verdadeiras na seara do Bem.
Perceber a razão de estarmos aqui ajuda a eliminar a ansiedade e angústia que essas ilusões trazem.
Portanto, na próxima vez em que nos sentirmos ansiosos devido a um intenso desejo por algo que não possuímos, seja fortuna, aclamação pública, beleza, ou qualquer outra coisa, lembremo-nos de que nossa missão na Terra é aproveitar a oportunidade, graciosamente dada por Deus, de aprender e nos redimirmos de erros anteriores, tentando sempre agir conforme os preceitos do Cristo. Temos infinitos motivos para sermos gratos à misericórdia Divina. Não desperdicemos essa maravilhosa oportunidade desejando coisas que não importam para o nosso crescimento espiritual.
E esse pensamento trará paz aos nossos corações.
Vamos orar juntos?
Senhor Deus, que sois Todo bondade e Todo misericórdia, em nome de Jesus pedimos o Vosso auxílio, por intermédio dos Bons Espíritos, para que nos livremos das ilusões deste mundo e possamos buscar o que realmente importa para a verdadeira vida. Ajudai-nos, Senhor, na tarefa do auto-aprimoramento, pois sem a Vossa misericórdia nada somos e nada podemos.
Que assim seja.
Sugestões para a semana que se inicia:
- analisemos as preocupações que temos tido ultimamente: alguma delas se refere a coisas fúteis, como aparência?
- peçamos o auxílio de Deus para identificar e eliminar as ilusões que alimentamos, a fim de que não desperdicemos a existência presente com frivolidades. Peçamos também o auxílio divino para identificar tudo aquilo por que vale a pena trabalhar.
Até breve!
Fraternalmente,

Do site www.euzebianoleto.com.br .
Há mais de 20 anos realizamos o Culto Cristão em nosso lar e podemos afirmar com certeza que essa reunião é fonte de bênçãos, paz e harmonia para a família.
O Culto no Lar não foi criado pela Doutrina Espírita, e sim por Jesus Cristo. Sua finalidade maior é a de reunir a família para a elevação dos pensamentos ao Criador. Portanto, cada família adapta o Culto às suas crenças/religião, não havendo um roteiro obrigatório a ser seguido. É importante que sejam fixados dia e horário adequados para os participantes. Após estabelecidos, o dia e o horário não devem ser mudados, facilitando a aquisição do hábito. Recomenda-se que o Culto não seja longo.
Disponibilizamos aqui no blog o roteiro da reunião que fazemos em nosso lar uma vez por semana, com duração aproximada de 15 minutos. Além de orar, escolhemos um trecho curto do Evangelho Segundo o Espiritismo para ler. Atualmente estamos lendo o Evangelho em seqüência.
Como já foi dito, não há roteiro obrigatório a ser seguido.
Reunir a família em torno da oração e de pensamentos edificantes traz benefícios incalculáveis. Experimentem.
Paz e luz a todos,

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Para informações mais detalhadas sobre o Culto Cristão no Lar, como o que é, quais benefícios traz, dicas para realizá-lo e como foi iniciado por Jesus, clique aqui.
Para baixar nossa sugestão de roteiro do Culto Cristão, clique aqui (arquivo .pdf) ou aqui (arquivo .doc – Word).
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Para realizar o download do Evangelho Segundo o Espiritismo e das demais obras básicas da Doutrina Espírita gratuitamente e sem infração à legislação de direitos autorais, clique aqui.
Para abrir arquivos no formato pdf, é necessário o programa Acrobat Reader, que pode ser encontrado para download grátis clicando aqui.
Freqüentemente julgamo-nos incapazes de prestar auxílio. Acreditamos ser a falta de tempo e de recursos obstáculo intransponível à realização do Bem. Contudo, quando assim pensamos, cometemos o grave erro de menosprezar as ferramentas que o Criador nos concede para que evoluamos e promovamos a evolução do nosso mundo. Em qualquer situação, a qualquer tempo, em quaisquer condições, poderemos sempre auxiliar através do exemplo.
O exemplo de serenidade em tempos de crise, de calma em tempos de desespero, de bondade e caridade em tempos de egoísmo, de compreensão em tempos de animosidade pode provocar transformações profundas no modo de alguém pensar e agir, consolando e espalhando esperança e fé. Da mesma forma, o exemplo da desesperança, da irritação, da preguiça pode fazer com que um irmão em tentativa de reerguimento desanime-se e novamente resvale no desespero inútil.
Meditemos na responsabilidade do nosso exemplo. O exemplo é um dever cristão, mesmo que tentemos nos escusar justificando o contrário. O modo como agimos permanece refletido em toda a comunidade a nosso redor. Devemos, portanto, nos conscientizar da importância do bom exemplo, agradecendo à Misericórdia Divina por mais uma vez permitir que sejamos úteis ainda quando nos julgamos totalmente ausentes de recursos.
Muita paz e até breve,

Do site www.euzebianoleto.com.br .
Tenhamos cuidado com os sentimentos. Quando o sentimento prepondera sobre a razão, é hora de dedicarmo-nos ao raciocínio.
Basear nossas ações em arroubos sentimentais é abrir portas a uma percepção por vezes ilusória e distorcida da realidade e a sofrimentos imprevisíveis.
Renegarmos nossa capacidade de raciocinar – em qualquer que seja o campo da vida – pode fazer com que doemos o melhor de nós a relacionamentos que trarão uma ilusão de felicidade que inevitavelmente ruirá, cedo ou tarde.
Permitir que a paixão nos governe é realizar construção sobre terreno arenoso, jogando-nos à instabilidade e à angústia.
Em matéria de afeto, devemos constantemente buscar o autodomínio para que não nos envolvamos e não envolvamos os outros em ligações sem compromisso, sem seriedade, sem responsabilidade, sem propósito elevado. Os prejuízos gerados nessas circunstâncias poderão ser muito maiores do que imaginamos e custar-nos mais de uma existência para serem reparados.
O desrespeito aos sentimentos alheios fatalmente ensejará resgate doloroso para que nos eduquemos na seara sentimental.
Equilíbrio é a chave.
Educação e razão não são incompatíveis com o sentimento. Pelo contrário, são as forças que guiarão nossos sentimentos por caminhos mais seguros, direcionando-os a fins mais nobres.
A paixão desenfreada aproxima-nos do sofrimento e da loucura, o amor verdadeiro aproxima-nos do Criador.
Muita paz e até breve,

Do site www.euzebianoleto.com.br .




