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Pelas belas noites estreladas e sem luar, toda gente há contemplado essa faixa esbranquiçada que atravessa o céu de uma extremidade a outra e que os antigos cognominaram de Via-Láctea, por motivo da sua aparência leitosa. Esse clarão difuso o olho do telescópio o tem longamente explorado nos modernos tempos; essa estrada de poeira de ouro, esse regato de leite da mitologia antiga se transformou num vasto campo de inconcebíveis maravilhas. As pesquisas dos observadores conduziram ao conhecimento da sua natureza e revelaram que, ali, onde o olhar errante apenas percebia uma fraca luminosidade, há milhões de sóis mais luminosos e mais importantes do que o que nos clareia a Terra.
Com efeito, a Via-Láctea é uma campina matizada de flores solares e planetárias, que brilham em toda a sua enorme extensão. O nosso Sol e todos os corpos que o acompanham fazem parte desse conjunto de globos radiosos que formam a Via-Láctea. Malgrado, porém, às suas proporções gigantescas, relativamente à Terra, e à grandeza do seu império, ele, o Sol, ocupa inapreciável lugar em tão vasta criação. Podem contar-se por uma trintena de milhões os sóis que, à sua semelhança, gravitam nessa imensa região, afastados uns dos outros de mais de cem mil vezes o raio da órbita terrestre (mais de 3 trilhões e 400 bilhões de léguas).
Por esse cálculo aproximativo se pode julgar da extensão de tal região sideral e da relação que existe entre o nosso sistema planetário e a universalidade dos sistemas que ela contém. Pode-se igualmente julgar da exigüidade do domínio solar e, a fortiori, do nada que é a nossa pequenina Terra. Que seria, então, se se considerassem os seres que o povoam!
Digo — “do nada”— porque as nossas determinações se aplicam não só à extensão material, física, dos corpos que estudamos — o que pouco seria — mas, também e sobretudo, ao estado moral deles como habitação e ao grau que ocupam na eterna hierarquia dos seres. A criação se mostra aí em toda a sua majestade, engendrando e propagando, em torno do mundo solar e em cada um dos sistemas que o rodeiam por todos os lados, as manifestações da vida e da inteligência.
Assim, fica-se conhecendo a posição que o nosso Sol ou a Terra ocupam no mundo das estrelas. Ainda maior peso ganharão estas considerações, se refletirmos sobre o estado mesmo da Via-Láctea que, na imensidade das criações siderais, não representa mais do que um ponto insensível e inapreciável, vista de longe, porquanto ela não é mais do que uma nebulosa estelar, entre os milhões das que existem no espaço. Se ela nos parece mais vasta e mais rica do que outras, é pela única razão de que nos cerca e se desenvolve em toda a sua extensão sob os nossos olhares, ao passo que as outras, sumidas nas profundezas insondáveis, mal se deixam entrever.
Ora, sabendo-se que a Terra nada é, ou quase nada, no sistema solar; que este nada é, ou quase nada, na Via-Láctea; esta por sua vez, nada, ou quase nada, na universalidade das nebulosas e essa própria universalidade bem pouca coisa dentro do imensurável infinito, começa-se a compreender o que é o globo terrestre.
Extraído da obra “A Gênese”, de Allan Kardec. Versão encontrada no site Domínio Público.
Imagem: Daily Galaxy.com
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Mais:
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**Seção Estudos (publicada às quartas-feiras)
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18 de Abril de 1857: data da Publicação de O Livro dos Espíritos. Assim, O Livro dos Espíritos comemora hoje 151 anos de existência, ou seja, faz 152 anos que o Consolador Prometido por Jesus veio oficialmente à Terra: o Espiritismo!
Jesus, o Incomparável, afirmou:
“Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito”. (João, cap. XIV, v. 15 a 17 e 26.)
O Consolador chegou a Terra: O Espiritismo. E foi apresentado em 18 de abril de 1857 com a publicação de O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
“Com esta obra, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a Era do Espírito”.
J. Herculano Pires
Do site O Espiritismo (www.oespiritismo.com.br)
Imagem: Fraternidade Francisco de Assis (www.fraternidadeassis.com.br)
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Confira outras datas relevantes para o Espiritismo na nossa seção Calendário Espírita.
Para complementar a reflexão no dia de hoje, sugerimos a leitura da série “Histórias Espíritas”, publicada durante esta semana no blog Espiritualidade no dia-a-dia. Para conferir, por favor clique aqui.
Bom final de semana para todos! Até segunda, se Deus quiser!
Para conhecer a biografia do Dr. Bezerra de Menezes, clique aqui .
Para mais informações sobre “Bezerra de Menezes, o diário de um Espírito”, filme que estreou hoje nos cinemas brasileiros, clique na imagem abaixo:
Trecho do programa “Pinga-Fogo” com Chico Xavier, exibido pela TV Tupi Canal 4, em 1971, em que ele relata um caso ocorrido durante uma viagem de avião.
O dia 1.º de abril marca a data comemorativa de
fundação do 1.º Centro Espírita do Mundo – a SOCIEDADE PARISIENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS – fundada por Allan Kardec em 1858. (…) A organização da Sociedade como um centro espírita só ocorreu pela primeira vez a 1.º de abril de 1858, exatamente.
As reuniões da Sociedade Parisiense De Estudos Espíritas eram realizadas às terças feiras na Galeria Valois n.º 35, no Palais Royal. Um ano depois, a 1.º de abril de 1859 mudou-se a Sociedade para a Galeria Montpensier n.º 12, num salão do restaurante Douix, sendo as reuniões mudadas também para as sextas feiras. Somente a partir de 20 de abril de 1860 a Sociedade Parisiense De Estudos Espíritas ocupou o endereço pelo qual ficou conhecida em todo o mundo: Rue e Passage Saint-Anne n.º 59, em Paris, para onde seria transferido, em 15 de julho de 1860, o escritório da “Revue Spirite” e o domicílio particular de Allan Kardec.
Texto extraído do site Universo Espírita Imagem extraída do site GEAE
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