Quando se aproxima a época natalina, nos vemos cercados por filmes temáticos, lojas decoradas, belas mensagens publicitárias. Quase tudo tem o apelo comercial como finalidade principal, mas a beleza das mensagens, das luzes e dos enfeites é tamanha que acabamos por realmente experimentar algo no campo dos sentimentos.

                         Assim, durante esse período, devido a todas essas influências, nos sentimos mais emotivos, mais capazes de perdoar, com mais compaixão pelo próximo. Lembramo-nos de todos os amigos que estão longe, daquele prestador de serviços tão útil a quem nunca presenteamos, da família necessitada que mora na casa ao lado. Alguns se mobilizam para arrecadar brinquedos, alimentos, agasalhos; outros aproveitam para reunir os familiares e amigos em uma grande confraternização.

                         Tudo isso é, sem dúvida, muito bonito. Porém, fica o questionamento: por que só no Natal? Com honrosas exceções, a maioria das pessoas só se lembra de ser amável com todos e participar de obras de caridade nessa época.

                         É aí que está o erro: no Natal, assim como durante o ano todo, devemos compartilhar o nosso supérfluo. Devemos ser amáveis, cultivar a paz, saber agradecer, perdoar e ouvir. Devemos praticar a caridade sempre que a oportunidade nos chama, e isso ocorre mais vezes do que imaginamos: a caridade é muito mais moral do que material. Um sorriso, um pensamento positivo para alguém ou uma palavra de compreensão e afeto são presentes espirituais. E esses não têm preço nem se esgotam. Isso não nos exime, porém, de alimentar os que têm fome e agasalhar aos que sentem frio, dentro das nossas possibilidades. 

                        Façamos desses comportamentos uma constante o ano todo, não só no Natal. Assim, perceberemos o sentido de vivermos em sociedade, que é ajudarmo-nos uns aos outros em prol da evolução coletiva e nos sentiremos muito mais completos, muito mais felizes.

Tenham todos um feliz e harmonioso Natal e até a semana que vem,                 

                                                           

 

Do site www.euzebianoleto.com.br .

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