Alma cansada e triste, alma sincera,
Sorve a angústia do cálix derradeiro!
Guarda a bênção da fé sob o madeiro
Da aflição que te punge e dilacera.

Trabalha, serve e crê, ajuda e espera,
Imitando o Celeste Companheiro…
Um dia, o doloroso cativeiro
Será livre e ridente primavera.

Vencendo ulcerações, trevas e escombros,
Bendize a dor que te enriquece os ombros
Com as chagas do martírio austero e forte.

A cruz que te aguilhoa, dia a dia,
É o luminoso preço da alegria
Na vida que te aguarda além da morte.

Auta de Souza. Psicografia de Chico Xavier. Do site “Caminhos de Luz“.